Empresário e esposa torturados e mortos

No dia 13 de agosto de 1996, um crime chocava o Município de Nova Iguaçu, um empresário dono de uma madeireira e de uma casa de show juntamente com sua jovem esposa eram torturados e mortos, sendo o filho menor do casal trancado dentro de um guarda-roupa. O casal fora seqüestrado em sua residência, sendo seus corpos abandonados sob a torre de energia elétrica, demonstrando que a mulher sofrera abusos sexuais. As autoridades e a sociedade se manifestava de forma contundente pois o crime era considerado o mais brutal daquele Município, porém a policia judiciária juntamente com a criminalística procurava coletar vestígios dos autores. Recordo-me que nas investigações preliminares ficou patente que fora subtraído da residência do casal vários eletrodomésticos, objetos pessoais e um montante de cheques pré-datados, que eram resultado da vida comercial do casal. Efetuei contato com várias pessoas que eram emitentes dos cheques, solicitando das mesmas que sustassem o título de pagamento e para surpresa fui alertado no 18º dia, após o crime, de que um dos cheques havia sido depositado. Dias depois uma microfilmagem do documento, solicitada pelo emitente, trazia a identificação do recebedor, que em declarações apontava a pessoa responsável pelo cheque. Horas depois todo o crime estava esclarecido com a prisão dos autores, sendo que um deles era namorado da filha da empregada das vítimas. Todos foram julgados e condenados por infração ao ART 157, P 3, C/C 61, II, "A", E 213, P UNICO, E 29 TODOS DO CP a pena de 45 anos e 60 dias de reclusão.



Pensamentos

“Aqueles que  jamais subiram morros, favelas, ou sequer conhecem de perto  os antros freqüentados por marginais, não se devem apegar com antolhos ao texto gélido da lei”.

- Daniel Gomes -