A Morte do Empresário Oldemar Quintanilha

Noite de 26 de maio de 2013, aproximadamente 21:30 horas, um veículo GM/CRUZE,cor branca, cruza o bairro da Vila da Penha, mas precisamente a avenida Meriti, altura do Largo do Bicão . No interior do veículo que é dirigido pelo empresário Oldemar Quintanilha, também se encontram sua esposa e numa cadeirinha infantil, seu netinho de 02 anos, visto que todos voltam de uma festa que comemorou um aniversário de família. Uma parada no semáforo e eis que surge uma surpresa, pois três marginais esperavam a hora exata para subtrair o primeiro veículo que por ali passasse. Oldemar, um senhor idoso que usava aparelho auditivo, acredita-se que nem tenha visto os acenos e nem ouvido os gritos dos criminosos, arranca normalmente com o auto, momento em que um dos marginais efetua 05 (cinco) disparos que passam pelo banco do carona e dois deles o atingem mortalmente fazendo com que perca a direção do veículo batendo frontalmente em um poste já morto. A esposa somente não foi atingida por viajar no banco traseiro cuidando da criança que também por milagre nada sofreu, visto que uma bala teria passado junto a sua cadeirinha. Os marginais em fuga roubam um veículo Vw-Fox, cor azul, que trafegava logo atrás com uma jovem senhora que é retirada violentamente do volante e em alta velocidade desaparecem deixando um rastro de sangue, roubo e morte. Na equipe de Homicídios comparecemos ao local, apurando no Inq. 727/13, que uma câmera instalada num prédio, captou imagens distantes do veículo GM/CRUZE,cor branca e dos marginais em fuga, sendo que em seguimento localizamos a jovem senhora do veículo Vw-Fox, cor azul, que esclarecendo os fatos relatou o roubo do seu veículo; do telefone celular; de documentos pessoais e de um IPAD, tendo ainda auxiliado na confecção de retratos falado de dois dos criminosos. A investigação começava a avançar, pois imediatamente conseguíamos monitorar o sinal do IPAD que nos direcionava a uma rua localizada dentro da comunidade denominada “pica-pau”, no bairro de Cordovil, onde foram feitas diligências com a exposição dos retrato falados e com a solicitação de denuncias por parte dos moradores locais, sendo que dias depois próximo ao mesmo local também era localizado o veículo roubado, Vw-Fox, cor azul. As incursões policiais diárias àquela comunidade carente, que tinha aproximadamente 300 moradias (barracos) de baixa renda, começavam a trazer respostas pois recebíamos uma denuncia efetuada por uma mulher que tomara conhecimento da história e que comovida com o milagre do livramento daquela criança e de sua avó, denunciava detalhes de dois elementos, um conhecido por “gordo” e outro denominado “neguinho”, que eram semelhantes ao rascunho de retrato falado efetuado pela única testemunha, a proprietária do veículo Vw-Fox, cor azul e que fora mostrado a população durante o trabalho policial. Imediatas pesquisas no Sistema de Identificação, mostrava que o elemento conhecido por “gordo” tinha fotografia semelhante ao retrato falado, conforme se vê abaixo, e ainda demonstrava que 12 dias depois do crime ele tirara nova identidade com novo corte de cabelo, cor, e bigode. A investigação mostrava confiança e novamente a única testemunha de viso não hesitava em reconhecer o “gordo”, como sendo a mesma pessoa descrita nas suas declarações e que assumira o volante do seu veículo Vw-Fox, cor azul, na hora da fuga, sendo solicitada a sua prisão e dado cumprimento imediato, com a conseqüente confissão espontânea do investigado que delatava os dois outros criminosos, “pelado”, que foi o autor dos disparos e “neguinho”, único ainda foragido, tudo no momento a disposição da Justiça, no processo nº0230298-32.2013.8.19.0001.Os réus foram condenados pela 40ª Vara Criminal da Capital, a pena de 20 de reclusão em regime fechado.