A morte do médico Vilela

No dia 02/09/2017, o corpo de um médico é encontrado imobilizado e sem vida no interior de seu apartamento localizado as margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, vítima de Latrocínio (Roubo seguido de morte) , ocorrido na manhã do dia 31/08/2017. Desde o inicio equipes da Delegacia de Homicídios compareceram ao local, efetuando minuciosos exames técnicos que concluíram que os dois assassinos teriam acessado ao imóvel com autorização da vítima; teriam dominado a mesma durante a visita quando a subjugaram com um cinto mediante violência, tendo após subtraído seus pertences para enfim fugirem do local. Na equipe de investigação iniciamos imediatamente às investigações, através do Inquérito nº 901-01316/2017, visando tentar identificar ambos os autores que deixaram suas imagens e tipo de vestimentas gravadas nas câmeras do prédio. Dias depois uma denuncia anônima direcionava a investigação para um bairro longínquo do local, localizado entre os Municípios de Seropédica e Nova Iguaçu, aonde utilizando as imagens dos autores digitalizadas, conseguíamos identificar um deles que localizado não hesitava em admitir o crime confessando sua participação; identificar seu parceiro na empreitada criminosa; mostrar as roupas usadas no dia do crime, bem como indicar aonde estava a rés furtiva que foi recuperada. Ainda em diligências localizávamos, próximo, o segundo autor que a princípio se fazia surpreso com a morte da vítima, alegando que somente embebera um pano em “AMÔNIA” para entorpecê-la com fins de roubá-la, porém diante do fato também confessava sua participação; indicava as roupas usadas no dia do crime e apontava aonde estavam a rés furtiva totalmente recuperada. Com base nos fatos graves apurados, a Autoridade Policial representava imediatamente à Justiça pela Prisão Temporária de 30 dias dos indiciados, medida cautelar, que efetivava a equipe a continuar as diligências no sentido de complementar as provas colhidas nos autos, bem como proceder auto de reconhecimento pessoal de funcionários/testemunhas do prédio. Dias depois o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro também se convencia da participação cabal dos indiciados e representava a Justiça pela Prisão Preventiva dos denunciados, através do Processo nº 0275083-40.2017.8.19.0001, que se encontra à disposição da 21ª Vara Criminal da Comarca da Capital, para que a Justiça Terrena se cumpra.